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Quinta - 27 de Abril de 2017 às 15:08

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Pouco conhecido no Brasil, embora em algumas regiões seja o quarto tipo de tumor mais frequente, o câncer de boca atinge cerca de 14 mil brasileiros a cada ano, com um saldo de mais de quatro mil mortes. Em escala mundial, são 500 mil novos casos diagnosticados anualmente. Ocorre três vezes mais em homens, na faixa dos 40 anos de idade, do que em mulheres.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, entre 80% e 90% dos casos, o tabaco (cigarro), aliado ao consumo excessivo de álcool, é a principal causa da doença. Falta de higiene bucal, alimentação pobre em vitaminas, excesso de carne, ausência de frutas e verduras, além de exposição excessiva ao sol e hábitos sedentários, completam a lista. O uso constante de antisséptico com alto teor de álcool pode ser fator de risco e há, ainda, casos associados ao HPV (papiloma vírus humano), adquirido em relações sexuais sem uso de preservativo.

Na maioria das vezes, cerca de 60% dos casos, a doença é diagnosticada em fase avançada, impactando negativamente na sobrevida do paciente. Por isso, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Quando a doença é detectada em sua fase inicial, as chances de cura são grandes entre 80% e 90%.

Portanto, é fundamental ficar atento aos primeiros sinais, que pode ser uma afta persistente, manchas brancas ou vermelhas que aparecem espontaneamente ou nódulos que começam como caroços pequenos, mas adquirem volume discreto, a ponto de ser percebido.

Os sinais e os sintomas podem incluir ainda mudança na aparência dos lábios e da parte interna da boca, feridas não cicatrizantes, dormência na língua ou em outras áreas da boca, dificuldade para mastigar ou engolir, perda de peso e mau hálito constante. Porém, como vários desses sintomas podem ser confundidos com problemas rotineiros, as visitas periódicas ao dentista ou ao médico são de suma importância.

Embora nada substitua o exame clinico, realizado por profissionais capacitados, o autoexame também é possível. Ele pode ser feito em frente ao espelho e serve tanto para identificar possíveis anomalias como para conhecer as estruturas normais da boca.

Também conhecido como tumor de cabeça e pescoço, o câncer de boca pode exigir tratamentos que variam da cirurgia (para sua remoção) a radio ou quimioterapia. Entre os efeitos colaterais estão irritação ou ressecamento da boca, dificuldade de deglutir e perda do paladar. Como aumenta o risco de cáries, deve-se cuidar bem da boca e da garganta durante o tratamento.

O mais importante, porém, é se prevenir. Portanto, não fumar, evitar bebidas alcóolicas, alimentação saudável, boa higiene bucal, manter dentes e próteses sempre em bom estado e visitar o dentista regularmente são os principais antídotos contra a doença.

Ernani Caporossi é especialista em Dentística Restauradora e Prótese Dental, membro fundador da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE).



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