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SEGURANÇA
Quarta - 16 de Abril de 2014 às 06:58

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Poconé, encaminhou ofício ao secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, cobrando explicações sobre as medidas implementadas para a redução da criminalidade no município. No documento, a promotora de Justiça Daniele Crema da Rocha alega que o Estado não cumpriu com as tratativas firmadas durante reunião realizada em fevereiro deste ano que previam a instalação de 10 câmeras de segurança nas principais ruas da cidade, além da disponibilização de equipamentos às polícias civis e militares.

“Na reunião foi consignado que as câmeras seriam instaladas no prazo de 60 dias e equipamentos seriam encaminhados na primeira semana de março. O prazo já se expirou há mais de um mês e até agora nenhuma medida foi efetivamente concretizada”, reclamou a promotora de Justiça Daniele Crema da Rocha.

Outro assunto discutido na reunião, segundo ela, foi a possibilidade de construção de um batalhão em terreno doado pela população. “Até o momento, o Conselho de Segurança de Poconé sequer logrou êxito em obter informações sobre as formalidades necessárias para efetivar a doação”, afirmou.

A promotora de Justiça destaca que o Conselho de Segurança não tem medido esforços para tentar resolver o problema, mas a Secretaria de Segurança Pública não tem dado as respostas necessárias.

REUNIÃO:
 A falta de estrutura de pessoal e material na delegacia para atendimento às ocorrências e sucateamento das viaturas foram os principais problemas apresentados pelos moradores de Poconé que vieram à Secretaria de Estado de Segurança Pública. Na ocasião, a reunião contou com a participação de representantes das mineradoras, do Conselho de Segurança, do Comando Geral da Polícia Militar, do Sindicato Rural, da Câmara Municipal e do Poder Executivo de Poconé. O encontro foi intermediado pelo procurador-geral de Justiça, Paulo Roberto Jorge do Prado, e pela promotora de Justiça Daniele Crema da Rocha.

Segundo a promotora de Justiça, em 2011 o Ministério Público ingressou com ação civil pública contra o Estado buscando garantir o aumento do efetivo de policiais e uma melhor estruturação dos órgãos de segurança no município. “Obtivemos decisão favorável na Justiça, mas até o momento as medidas não foram implementadas”, afirmou.





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