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PECUÁRIA
Segunda - 25 de Outubro de 2010 às 13:46
Por: Rosana Vargas

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 Para a Associação dos Criadores de Mato Grosso - Acrimat não existe justificativa para alta exorbitante nos preços da carne nas gôndolas dos supermercados, mesmo com a alta no preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso. “A recuperação de preço da arroba também refletiu no atacado, que fez o repasse para o varejo, só que o preço das gôndolas e açougues extrapolaram”, disse o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari. Ele ressalta que “o grande vilão dessa alta no preço da carne vem sendo o varejo nos últimos anos, um desrespeito com o consumidor, pois não existe justificativa técnica para todo esse repasse”.

Segundo levantamento feito pelo Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária - no mês de setembro o que se observou na evolução da variação do preço no varejo, atacado e da arroba, tendo como base o mês de fevereiro de 2005, foi uma alta para todos os preços, porém em intensidades diferentes.

Enquanto o preço no atacado e da arroba obtiveram uma variação positiva de 70%, em relação a base (fev/2005), o preço no varejo alcançou um incremento de 106,64%, com um diferença de mais de 30 pontos percentuais. Com esta variação, o preço no varejo atingiu sua maior variação dessa série histórica de quase seis anos.

Os números do Imea mostram que por mais uma vez se notou que a variação do preço do varejo ficou bem distante da variação dos demais elos da cadeia, demonstrando que a alta no preço da arroba foi repassada rapidamente para o mercado consumidor com uma intensidade maior. Esta situação ocorre desde junho de 2008, quando a variação do varejo se distanciou das demais. “As margens da arroba e do atacado veem trabalhando juntas, já no varejo isso não acontece. O consumidor acaba pagando o preço de uma carne que poderia estar mais barata”, concluiu Vacari.






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