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Sábado - 17 de Junho de 2017 às 16:26

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Eduardo Yabusaki é psicólogo e sexólogo especializado em terapia comportamental cognitiva.
Eduardo Yabusaki é psicólogo e sexólogo especializado em terapia comportamental cognitiva.

Quando falamos de estrutura de relacionamento a dois, temos que pensar na reciprocidade como um dos importantes alicerces de sustentação. Afinal, nenhum relacionamento resiste à situação em que apenas uma das partes se entregue em atitudes ou comportamentos de manifestação sentimental. Portanto, é um tema que sempre deve ter o devido cuidado entre as partes.

Todo relacionamento depende fundamentalmente da entrega afetiva, emocional e disponibilidade de tempo, sem estes elementos um relacionamento não acontece e fica parcial e assim surgem riscos de insatisfação ou queixas de uma ou ambas as partes.

Reciprocidade não é competição

É importante ter clareza de que reciprocidade não é necessariamente a condição em que os dois tenham igualmente manifestações ou intensidade de participação, pois corre-se o risco de criar uma competição de quem se entrega mais ou quem valoriza mais o relacionamento e reciprocidade não é isso.

A reciprocidade é poder ter o sentimento de que sou correspondido nos meus sentimentos, atitudes e demonstrações afetivas e emocionais. É importante que cada uma das partes reconheça que cada um faz isso do seu jeito e não necessariamente como eu faço ou desejo que seja feito.

Por vezes, pecamos ao ter nossas expectativas frustradas em relação ao outro e interpretar isso como falta de reciprocidade, de entrega ou dedicação, quando na verdade é uma forma diferente de demonstração e manifestação de sentimento e carinho.

Dicas de como lidar com a não reciprocidade no relacionamento:

1. Observe se realmente há falta de entrega na relação ou se de repente o par se manifesta de forma diferente da que eu espero e isso acaba me frustrando, gerando um sentimento de mágoa.

2. Tenha cuidado em não confundir quebra de expectativa com falta de reciprocidade, leve sempre em conta características do par e suas possíveis dificuldades.

3. Procure sempre manifestar suas expectativas e desejos, que podem ou não ser atendidos, mas no mínimo criará a possibilidade de que outro saiba e se esforce em atender.

4. Busque sempre o caminho do diálogo para tratar de questões essenciais com entrega e sua possível reciprocidade. Só assim se poderá chegar a ajustes e entendimentos sobre estruturas elementares do relacionamento a dois.

5. Não sofra solitariamente e compartilhe suas angústias e insatisfações.

6. Permita-se melhorar e transformar o seu relacionamento para melhor e assim viver mais satisfeito e feliz!

Eduardo Yabusaki é psicólogo e sexólogo especializado em terapia comportamental cognitiva.



URL Fonte: http://toquedealerta.com.br/artigo/917/visualizar/